Textos

Soneto II
Sem estradas por onde caminhar,
minha alma parece-me parada.
Por estas noites ando desvairada,
tremula e tonta ante o teu olhar.

Sem o querer, me pego a soluçar
olhando a tua imagem adorada.
Eu, pobre menina desamparada,
teu duro coração não soube amar.

Este meu desejo qual vil serpente,
enlouquecidamente busca ensejo
para entregar-me a ti completamente.

Na vida vou aprendendo a ser atriz,
a esconder avalanches de desejo
sob camadas finas de verniz.
Carmem L Marcos
Enviado por Carmem L Marcos em 06/02/2012
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